sexta-feira, 30 de março de 2012

Van Gogh: o sucesso do fracasso


 A 30 de Março de 1853, nasceu o pintor pós-impressionista Vicent Willem van Gogh.
Nascido na Holanda, Van Gogh é considerado um dos pioneiros na ligação das tendências impressionistas às aspirações modernistas. A sua influência em várias correntes artísticas do século XIX, como o expressionismo, o fauvismo e o abstraccionismo, é amplamente reconhecida.




 
Neste mesmo dia, em 1987, a sua obra “Doze Girassóis numa Jarra” foi comprada por 39, 85 milhões dólares (cerca de 30 milhões de euros). Este quadro, também conhecido apenas por “Girassóis”, é uma das telas mais famosas do mundo e está actualmente exposto na Neue Pinakothek, em Munique.





Ao contrário do que aconteceu com os seus trabalhos, a vida de Van Gogh foi marcada por fracassos. O pintor viveu à margem da sociedade da sua época. Não constituiu família, não conseguiu custear a sua própria subsistência, nem conseguiu manter contactos sociais. Aos 37 anos, vítima de uma doença mental, cometeu o suicídio.

“Auto-retrato com a Orelha Cortada”


O episódio da automutilação ocorreu cerca
 de um ano e meio antes do seu suicídio,
em Julho de 1890.



Em Amesterdão situa-se o Museu Van Gogh, um espaço dedicado a trabalhos do pintor e de outros seus contemporâneos.

Flávia Brito

quarta-feira, 28 de março de 2012

A maior central solar do mundo, cá?

No dia 28 de Março de 2007, o Parque Fotovoltaico Hércules era inaugurado por Miguel Pinho, antigo ministro da Economia e da Inovação, em Serpa, e era a maior central solar do mundo.

A central solar resultou de um investimento de 62 milhões de euros e prometia, além de reduzir a poluição ambiental, provocada pela produção de energia não renovável, constituir um marco na produção nacional de energia.

 Até ao ano 2012, estava previsto um investimento de cerca de 8000 milhões de euros, e a criação de 9700 postos de trabalho, segundo o trabalho de investigação de David Loureiro, do Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI).

Hoej, o Parque Solar Hércules já não é o maior do mundo, mas um dos maiores. Foi ultrapassado em dimensão pela Central Solar Fotovoltaica da Amareleja, Beja, que o colocava em segundo lugar do ranking mundial, logo em 2008, um ano depois da sua construção.

Indica a Catavento, SA, uma das empresas responsáveis pela construção da central Hércules, que a energia produzida por ano, pela mesma central, é de 21 mil MWh [uma lâmpada de 100W de potência gastaria 0,001 MWh], a poupança em petróleo é de 1720 toneladas por ano, ou seja, 12556 barris, e são lançadas à atmosfera menos de 19000 toneladas de dióxido de carbono por ano.

Proposta da EDP para uma possível casa portuguesa. Ver mais em www.eco.edp.pt
O site online da EDP possui ferramentas diversificadas para calcular, entre outras coisas, o consumo energético de cada casa, de modo a que os consumidores possam perceber como funcionam os aparelhos eléctricos e passem a saber utilizá-los de forma mais rentável e menos dispendiosa. 




Diogo da Cunha

segunda-feira, 26 de março de 2012

"Putinismo", o novo estalinismo?

Vladimir Putin, actual primeiro-ministro da Rússia, era, há 12 anos, o segundo presidente da Rússia, democraticamente eleito.
Nas eleições de 26 de Março de 2000, onde venceu à primeira volta, com 53%, derrotando o candidato comunista Gennadi Zyuganov, subiu um degrau na sua carreira política passando de primeiro-ministro a Chefe de Estado. Repetiu o feito em 2004 e, como a lei russa impede um terceiro mandato consecutivo, em 2008 cedeu o lugar ao seu “afilhado político” Dmitri Medvedev que o nomeou primeiro-ministro. Foi o início do que os analistas políticos e a imprensa ocidental já apelidam de “putinismo”.
O economista americano Richard Rahn define o “putinismo” como "uma forma nacionalista autoritária de governo russo, que finge ser uma democracia de livre mercado". Neste regime a maioria das instituições políticas e potências financeiras são dirigidas ou controladas por silovik, um termo russo que denomina os indíviduos com uma carreira militar ou nos serviços de segurança russos que, posteriormente, ocupam cargos de destaque, nomeadamente na política.
No passado 4 de Março, quando Vladimir Putin venceu as eleições presidenciais, o ex-director do FSB (anterior KGB) declarou a sua intenção de nomear o actual presidente Dmitri Medvedev para primeiro-ministro, quando tomar posse da Presidência a 7 de Maio. Para muitos analistas políticos russos ficou confirmada a tese de que Vladimir Putin quer colocar a Rússia sobre a direcção de um diunvirato, pondo em curso uma espécie de dança das cadeiras onde Putin e Medvedev vão alternando entre si os cargos de presidente e primeiro-ministro.
A influência do poder político sobre o jurídico, os atentados contra as liberdades civis e de imprensa são algumas das críticas que milhares de russos que saem à rua em manifestações apontam ao regime de Vladimir Putin. Estes protestos têm vindo a intensificar-se desde a recente eleição, que os opositores consideram uma “fraude”, e incluem até uma tentativa de assassinato do fututo presidente. Putin deverá enfrentar uma forte contestação neste seu mandato que, devido a uma recente reforma constitucional, será de seis anos (em vez dos quatro). Mandato esse que pode ser renovado, colocando Putin à frente da Rússia até 2024.
 A polícia russa já deteve cerca de 800 manifestantes mas os movimentos de oposição a Vladimir Putin afirmam não ter intenção de parar. “Não estamos dispostos a aguentar Putin por 12 anos. Temos que protestar”, disse Andreï Dmitriev, um dos líderes da oposição, no protesto de ontem em São Petersburgo.

Raquel de Melo Teixeira